sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Ministra já admite substituir modelo

Ministra já admite substituir modelo. A ministra da Educação admitiu ontem pela primeira vez a substituição do modelo de avaliação dos professores mas só no próximo ano lectivo e depois de ser aplicado este ano. A Oposição criticou a contradição da proposta, enquanto os sindicatos pedem para reunir com a ministra.
'Uma vez iniciada este ano uma avaliação séria dos professores, estarei totalmente aberta à discussão de alterações a este modelo e até à sua substituição por outro melhor, mas em anos seguintes, não neste. O modelo pode ser corrigido mas primeiro tem de ser aplicado', disse Maria de Lurdes Rodrigues, na Assembleia da República, num discurso muito aplaudido pelos deputados do PS, durante o debate de urgência sobre avaliação pedido pelo Bloco de Esquerda (BE).
A Oposição considerou a posição da ministra contraditória. 'Como pode defender este modelo com unhas e dentes e, ao mesmo tempo, afiançar que está disponível para o substituir?
'Uma vez iniciada este ano uma avaliação séria dos professores, estarei totalmente aberta à discussão de alterações a este modelo e até à sua substituição por outro melhor, mas em anos seguintes, não neste. O modelo pode ser corrigido mas primeiro tem de ser aplicado', disse Maria de Lurdes Rodrigues, na Assembleia da República, num discurso muito aplaudido pelos deputados do PS, durante o debate de urgência sobre avaliação pedido pelo Bloco de Esquerda (BE).
A Oposição considerou a posição da ministra contraditória. 'Como pode defender este modelo com unhas e dentes e, ao mesmo tempo, afiançar que está disponível para o substituir?
Não se pode querer uma coisa e o seu contrário', disse Cecília Honório (BE). Já o CDS-PP falou em absurdo. 'Pretender aplicar um modelo para depois o substituir é um verdadeiro absurdo. Estamos a perder tempo e seria melhor ter humildade e deixar que o primeiro-ministro tente chegar a um acordo', afirmou Diogo Feio do CDS-PP.
À saída do debate, confrontada pelo CM se fazia sentido aplicar um modelo este ano que pode ser substituído no próximo, a ministra retorquiu assim: 'Fui mais longe, dizendo que se pode substituir o modelo, para provar que não tenho preconceitos em relação a modelos de avaliação'.
Todos os partidos da Oposição apresentaram moções pela suspensão do modelo que deverão ser hoje rejeitadas pela maioria socialista.
À saída do debate, confrontada pelo CM se fazia sentido aplicar um modelo este ano que pode ser substituído no próximo, a ministra retorquiu assim: 'Fui mais longe, dizendo que se pode substituir o modelo, para provar que não tenho preconceitos em relação a modelos de avaliação'.
Todos os partidos da Oposição apresentaram moções pela suspensão do modelo que deverão ser hoje rejeitadas pela maioria socialista.
Episodio 200 - O que vai mudar nas escolas?
Neste programa (Sociedade Civil):
Com tantos avanços e recuos do Ministério da Educação e dos representantes dos professores e dos alunos/pais, afinal o que é que vai mudar nas escolas portuguesas em 2009?
Neste início de Dezembro, entre os últimos testes e o início das férias, é da mais absoluta importância fazer um ponto de situação e explicar aos portugueses o que é que podem esperar do sistema de ensino. Será que o “braço de ferro” entre Ministério de Educação e professores acaba?
O que pensam os professores, os alunos e os pais destas medidas?
As vozes da sociedade civil irão clarificar e avaliar este processo.
Deixamos aqui o link onde poderá aceder ao episódio, porque de momento o site não estava a funcionar bem. Vale a pena ver!
Comentários.
Quem quiser comentar o nosso blog já o pode fazer! Houve um erro nas definições, agora já pode comentar toda a gente.
Cumprimentos,
Cumprimentos,
CDDIR
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
"O modelo já deixou de existir”
As novas medidas de simplificação da avaliação são sinal de desespero, considera Mário Nogueira. "O Ministério da Educação (ME) está a fazer isto em desespero de causa; já percebeu que este é um modelo que não funciona, mas não quer dar o braço a torcer. O modelo já deixou de existir. Por isso, o único caminho é a suspensão", disse ao CM o líder da Fenprof.O Governo propôs que os docentes que prescindirem de chegar às notas máximas (‘Muito Bom’ e ‘Excelente’) não sejam avaliados na componente pedagógica. "Em vez de se dispensar a parte administrativa dispensa-se a pedagógica, que é a essência da profissão", critica Nogueira, para quem "o pagamento de horas extras não resolve o problema da sobrecarga horária".
"A NOSSA LUTA VAI ENDURECER"
"A nossa luta vai endurecer. Nem o frio verga os professores, estão cada vez mais unidos em travar as intenções da senhora ministra".
"manobras" que o ME "tem vindo a fazer" para tentar "confundir a opinião pública e os professores".
"ESTAS MEDIDAS AINDA AGRAVAM O PROBLEMA" (Carlos Chagas - FENEI/SINDEP)
Estas medidas ainda agravam o problema, como na avaliação dos directores, e têm irregularidades: a lei determina que os directores têm de ser avaliados ao abrigo da Carreira Docente.
"NÃO RESOLVE AS QUESTÕES ESSENCIAIS" (João Dias da Silva, FNE)
São medidas que não resolvem as questões essenciais do modelo e do seu carácter injusto porque mantêm o Estatuto da Carreira Docente e as quotas. Por isso, não estamos de acordo.
São medidas que não resolvem as questões essenciais do modelo e do seu carácter injusto porque mantêm o Estatuto da Carreira Docente e as quotas. Por isso, não estamos de acordo.
"ESTE MODELO TROUXE MAU CLIMA ÀS ESCOLAS" (Maria José Viceu - CNIPE, Ass. Pais)
Este modelo de avaliação trouxe um clima totalmente diferente e mau às escolas. Os professores mais dinâmicos, com imensos projectos, estão a deixar isso de lado. Preocupa-me também que passe a haver excesso de subordinação dos directores face à tutela.
Este modelo de avaliação trouxe um clima totalmente diferente e mau às escolas. Os professores mais dinâmicos, com imensos projectos, estão a deixar isso de lado. Preocupa-me também que passe a haver excesso de subordinação dos directores face à tutela.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Inquéritos: Professores
Idade:___ Sexo:______
1- Há quanto tempo é professor(a)?
2- Concorda com o sistema de marcação de faltas aos Professores? O que considera que está errado?
3- Acha que o sistema de marcação de faltas aos professores prejudica o ensino?
4- Está de acordo que as suas aulas e a dos seus colegas sejam assistidas?
5- Acha que o novo Estatuto do Aluno está feito para benefício dos mesmos, ou pelo contrário, leva a criar um espírito de irresponsabilidade nos alunos?
6- Acha que faz sentido a realização de uma prova de recuperação mesmo quando o aluno apesar de ultrapassar o número de faltas injustificadas, atingiu todos os objectivos propostos?
7- Como acha que será a sua disposição psicofisiológica a leccionar com 65 anos de idade?
8- Concorda com o sistema de quotas para a evolução na carreira?
( Para responder aos Inquéritos faça um comentário na respectiva publicação, com o número da pergunta e a resposta. Exemplo: idade- ... , sexo- ... ; 1- ... ; etc)
1- Há quanto tempo é professor(a)?
2- Concorda com o sistema de marcação de faltas aos Professores? O que considera que está errado?
3- Acha que o sistema de marcação de faltas aos professores prejudica o ensino?
4- Está de acordo que as suas aulas e a dos seus colegas sejam assistidas?
5- Acha que o novo Estatuto do Aluno está feito para benefício dos mesmos, ou pelo contrário, leva a criar um espírito de irresponsabilidade nos alunos?
6- Acha que faz sentido a realização de uma prova de recuperação mesmo quando o aluno apesar de ultrapassar o número de faltas injustificadas, atingiu todos os objectivos propostos?
7- Como acha que será a sua disposição psicofisiológica a leccionar com 65 anos de idade?
8- Concorda com o sistema de quotas para a evolução na carreira?
( Para responder aos Inquéritos faça um comentário na respectiva publicação, com o número da pergunta e a resposta. Exemplo: idade- ... , sexo- ... ; 1- ... ; etc)
Despacho
Considerando que a adaptação dos regulamentos internos das escolas ao disposto no estatuto do aluno nem sempre respeitou o espírito da Lei, permitindo dúvidas nos alunos e nos pais a cerca das consequências das faltas justificadas designadamente por doença ou outro motivos similares
Considerando que o regime de faltas estabelecido no estatuto visa sobretudo criar condições para que os alunos recuperem eventuais défices de aprendizagem decorrentes nas ausências à escola nos casos justificados
Considerando que o regime de faltas estabelecido no estatuto visa sobretudo criar condições para que os alunos recuperem eventuais défices de aprendizagem decorrentes nas ausências à escola nos casos justificados
Tendo em vista clarificar os termos de aplicação do disposto do Estatuto do Aluno, determino o seguinte:
1- Das faltas justificadas, designadamente por doença, ou não podem decorrer a aplicação de qualquer medida disciplinar correctiva ou sancionatória.
2- A Prova de recuperação a aplicar na sequência de faltas justificadas tem como objectivo exclusivamente diagnosticar as necessidades de apoio tendo em vista a recuperação da eventual défice das aprendizagens.
3- Assim sendo, a prova de recuperação não pode ter natureza de um exame, devendo ter um formato e um procedimento simplificado, podendo ter uma forma escrita ou oral, pratica ou entrevista.
4- A Prova referida é de exclusiva responsabilidade do professor titular de turma, do primeiro ciclo, ou do professor que lecciona a disciplina em causa, nos restantes ciclos e níveis de ensino.
5- Da prova recuperação realizada na sequência das três semanas de faltas justificadas não pode decorrer a retenção, exclusão ou qualquer outra penalização para o aluno, apenas medidas de apoio ao estudo e a recuperação de aprendizagens, sem prejuízo da restante avaliação.
6- As escolas devem adaptar de imediato os seus regulamentos internos ao disposto no presente despacho, competindo as direcções regionais de educação a verificação destes procedimentos.
7- O Presente despacho produz efeitos a partir do dia seguinte a data da sua assinatura.
Lisboa, 16 de Novembro de 2008 (Ministra de educação, Maria de Lurdes Rodrigues).
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